O aumento da cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para capital estrangeiro fez com que a participação de estrangeiros nos títulos da dívida pública interna brasileira caísse em outubro. De acordo com o Tesouro Nacional, a participação de estrangeiros caiu de 10,23% em setembro para 10,19% em outubro.
Para conter a valorização do real frente ao dólar, o governo federal decidiu, em outubro, aumentar a cobrança de IOF de 2% para 4% e depois para 6%, para capital estrangeiro aplicado em renda fixa. O motivo do aumento do IOF foi reduzir a entrada de dólares no país, pois, com o real valorizado os produtos brasileiros ficam mais caros nos exterior e, com isso, o Brasil perca mercado.
De acordo com o coordenador geral da Dívida Pública do Tesouro, Fernando Garrido, o que caiu foi a participação dos estrangeiros nas aplicações de curto prazo, sinal de que a medida do governo surtiu efeito.
- Ao longo do mês de outubro nós observamos uma redução no ritmo de entrada de investidores não residentes, os estrangeiros, na dívida pública brasileira. Acreditamos que como o IOF tem um impacto maior nas aplicações de curto prazo, esses investidores de curto prazo deixaram de entrar no país. Por outro lado acreditamos que investidores estrangeiros de médio e longo prazo continuarão comprando títulos brasileiros, o que é positivo, pois ajuda a reduzir os custos e alongar os prazos da dívida federal.
Garrido também explicou que a queda foi percentual, e não em volume de recursos.
- A participação do investidor estrangeiro no estoque da dívida como percentual diminui apesar de o volume total de recursos ter aumentado. Reflexo do aumento do estoque da dívida, e não da participação de investidores.
A última queda percentual aconteceu há seis meses, e a última em volume de recursos ocorreu em 2008, com a quebra do banco americano Lehman Brothers, no início da crise financeira americana.
Fonte: R7
Publicado em 25/11/2010
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