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Má notícia!

Em 2010 a arrecadação volta a crescer: A carga tributária saltou de 29,98%, em 2000, para 34,40% do PIB.
A arrecadação de impostos e contribuições do Governo Federal, estados e municípios volta a crescer em 2010 a taxas superiores à variação do Produto Interno Bruto. Com isso, a sensação de alívio em 2009, quando o governo baixou impostos do IPI para automóveis, eletrodomésticos da linha branca, materiais de construção e bens de capital, já ficou para trás. =(
Até julho, a arrecadação federal (tributos, impostos, taxas e contribuições à Receita Federal do Brasil, que inclui as contribuições ao INSS e ao FGTS) somou R$ 447 bilhões e 464 milhões. Descontada a inflação no período, significa um aumento de 12%, bem superior à variação do PIB (8,8% no primeiro semestre). O resultado final deverá ser o aumento da carga tributária.
O economista Amir Khair estima que voltará a 34,4 do PIB %. Pode ser mais. O Impostômetro, medidor da arrecadação de impostos, tributos, taxas e contribuições do país, pelos três níveis de governo (federal, estados e municípios), do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), também registrou recorde na arrecadação em 31 de agosto. Foram arrecadados R$ 803 bilhões e 964 milhões. Um aumento de 16% sobre os R$ 692 bilhões arrecadados nos primeiros oito meses do ano passado também segundo o IBPT (sem descontar a inflação do período, na faixa de 5,5%).
Isso projeta uma taxa de crescimento real de 10% a 11% na arrecadação para 2010. O que deve implicar novo aumento da carga tributária sobre o PIB, sem melhora correspondente na qualidade dos serviços e nos investimentos. Neste milênio, a carga tributária saltou de 29,98%, em 2000, para 34,40% do PIB.



