- categoria
- Impostão
Classe média sente o peso da defasagem entre IR e inflação
A classe média brasileira está sentindo no bolso os efeitos da falta de correção integral na tabela do Imposto de Renda (IR). De acordo com um levantamento da consultoria Ernst & Young Terco para o jornal O Globo, o contribuinte brasileiro paga o I.R. com uma defasagem – o reajuste da tabela do IR perde para a inflação – que chega a 44,35%, acumulado nos últimos 15 anos. A inflação brasileira avançou 97,85% e o reajuste da tabela ficou em 53,50%, conforme o gráfico abaixo.
Conforme explica Tatiana da Ponte, sócia da Ernst, o imposto incide sobre a renda de uma forma progressiva, ou seja, quanto mais renda, mais imposto. “Se a tabela não é corrigida conforme a inflação, o brasileiro além de perder poder de compra, paga imposto sobre ganhos que não foram reais. Hoje uma pessoa que recebe R$ 1459,00 está isenta do IR. Mas se receber um aumento de R$ 65, deixa de ser isento. Na verdade, ela não teve aumento algum. Tanto que vai deixar de comprar algo para pagar o IR. Se houvesse uma atualização que levasse em conta a inflação, esta pessoa continuaria isenta”, explicou.
Caso a presidente Dilma Roussef mantenha o padrão utilizado desde 2007 e corrija em 4,5% a tabela do Imposto desse ano, a defasagem subirá para 45,60%, considerando uma estimativa de inflação de 5,75% para 2011.
A tendência é que essa defasagem I.R. no Brasil, que corresponde a quase o dobro do descompasso na China, se agrave ainda mais nos próximos anos. No Chile, o ajuste da tabela do I.R. é feito com base em uma Unidade Tributária Mensal, que acompanha a inflação. Dessa forma, a correção da tabela torna-se integral. Com uma tabela desatualizada, o Brasil, em especial a classe média, vê sua renda ser ainda mais mordida pelo Leão.
Fonte: O Globo

Tentem entrar agora no site de qualquer artista brasileiro: está bombando de posts. Este post do Impostão foi colocado há quase duas semanas. Eu sou o primeiro a postar. Triste realidade de um país cujos cidadãos estão mais preocupados com Brunos e Marrones (nada contra), Ivetes Sangalo (nada contra), Pretas Gil (nada contra). É o panis & circenses ancestral dos romanos. E no Rio de Janeiro é ainda pior. “Há um creme que eles passam nas costas, e esquecem”. Carlos Drummond. Que também ninguém mais sabe quem é. Mas todo mundo sabe quem é o novo namorado da Ana Maria Braga. Amanhã vai dar praia, pessoal. Que imposto que nada, espero vcs no posto 5. É uma coisa detestável o desprezo com que a cidadania é tratada – eu ia dizer “é tratada nesse país”, mas acho que a nossa ainda colônia portuguesa nem merece o status de país – nesse lugar chamado Brasil.
Carlos, vi seus dois comentários, realmente e infelizmente é uma grande verdade, a grande maioria não está nem ai.
Tenho participado da campanha desde do inicio, errando ou acertando, mas participando, fazendo minha parte como brasileiro, mas ultimamente, venho me sentido PERSONA NON GRATA.
Desmotivado, falo isso com a maior tristeza dentro do meu coração. É como você já comentou uma vez no blog, é dar murro em ponta de faca.
Ninguém responde, ninguém vem apoiar na importância do assunto, problema não. Pois nunca vou deixar de AMAR NOSSA PÁTRIA.
Saúde e Paz
Reinaldo Azevedo, no vejaonline:
” O Brasil é a ÚNICA DEMOCRACIA DO MUNDO que não conta com representantes no Parlamento que falem em defesa dos pagadores de impostos. Paga calado e recebe em troca serviços lastimáveis. No Parlamento, os ilustres representantes do povo se engalfinham para oferecer sempre mais “generosidades”. Como não se inventou ainda um governo que gere riqueza — ele, ao contrário, a consome —, alguém paga a conta.”
O país já passou da conta da injutiça e caminha a passos largos para ficar socialmente destestável.
Está dificil tirar está reforma do papel,não vejo empenho, deixa para lá !?
Abaixo tem um otimo texto do escritor João Ubaldo, é como ele fala ” Quem for funfo demais na investigação e na reforma corre o risco de morrer “.
Triste verdade e tristeza para nossa pátria.
Boa leitura, se aparecer alguem aqui neste blog.
Saúde e Paz
JOÃO UBALDO RIBEIRO
O Estado de S.Paulo – 10/04/11
Desde que me entendo, ouço falar em reformas e as únicas que lembro ter visto efetivamente realizadas são as ortográficas. Já devo ter pegado umas quatro ou cinco e ainda encontrei muitos livros em orthographias extranhas, na bibliotheca de meu pae. Aprendi a ler no tempo em que a palavra “toda” se escrevia “tôda”, para não ser confundida com o nome de uma tal ave, jamais vista por quem quer que seja. Jorge Amado perdeu a paciência, depois de fazer força para se adaptar a diversas ortografias. Uma vez, quando ele estava acabando de redigir um artigo ou prefácio, como sempre incentivando algum escritor novato, eu cheguei e ele me disse, datilografando as últimas palavras do texto, arrancando o papel da máquina e o entregando a mim:
- Ah, ótimo que você apareceu. Bote os acentos nessa merda aí, que eu não tenho mais saco para reaprender a soletrar de cinco em cinco anos.
Talvez eu esteja sendo injusto e tenha presenciado a realização e implantação de alguma reforma não ortográfica. Mas não aquelas que antigamente eram chamadas de “reformas de base” e consideradas essenciais para o desenvolvimento ou até a sobrevivência do País. Reforma agrária, reforma tributária, reforma judicial, reforma administrativa, reforma educacional e por aí se desfiam as benditas reformas, um longuíssimo rosário, impossível de recitar de cor. Ao mencionar-se sua necessidade ou urgência, todos assentem com ares graves – sim, sim, naturalmente, as reformas.
Contudo, passar da anuência à ação é aparentemente impossível. Reforma é uma coisa na qual se fala, mas não se faz. É excelente para comícios e entrevistas, mas não para agir. De vez em quando, um governante diz que fez uma reforma. Se não me engano, o ex-presidente Lula anunciou que fez uma ou duas reformas. Não lembro quais e provavelmente nem ele, são coisas do passado e ninguém viu reforma nenhuma mesmo.
Tenho uma teoria simples a respeito desse assunto. Todas as reformas, de todos os tipos, iriam prejudicar os que ganham com a manutenção do que está aí. Como o País, de cabo a rabo, em todos os níveis, em todas as classes e categorias, é essencialmente corrupto, a corrupção não deixa. Não existe setor da administração pública, novamente em todos os níveis e dimensões, que não seja território de uma ou diversas máfias, algumas das quais institucionalizadas e quase todas alimentadas por uma burocracia pervertida e feita para ensejar propinas, vender influência e fazer proliferar os despachantes e seus equivalentes mais graduados, os chamados consultores – entre estes últimos constando o hoje injustamente esquecido filho de d. Erenice.
Diante da realidade de que há quadrilhas em ação em todos os poderes, tanto de fora para dentro quanto de dentro para fora, não se vai acreditar que os beneficiários de determinado estado de coisas abdicarão de suas vantagens pelos belos olhos de quem quer que seja. Ouso mesmo dizer que, em muitas das áreas mafiosas, quem for fundo demais na investigação e na reforma corre o risco de morrer. São muitas as histórias de assassinatos realizados a mando de algum esquema de corrupção, pelo Brasil afora. Não escapa área nenhuma, a começar, simbolicamente, pelas próprias polícias.
E não escapa, naturalmente, o Congresso Nacional, onde, segundo as más línguas (observem meu uso copioso do adjetivo “alegado”, ou quem vai preso sou eu) há alegados ladrões, alegados estelionatários, alegados salafrários e outros alegados, em tamanha fartura que desafia a contagem. Agora o Congresso está entregue à tarefa de realizar a reforma política, todo mundo fingindo que acredita que algo que prejudique os interesses imediatos dos congressistas será aprovado. E que o nosso sistema eleitoral está sendo aperfeiçoado.
Aperfeiçoado para eles. O que eles pretendem chega a parecer brincadeira, mas, infelizmente, não é. Querem, como se sabe, instituir o que já chamam afetuosamente de “listão”. O eleitor não votará mais em um candidato, mas na lista elaborada pelo partido, na ordem estabelecida pelo partido. Atualmente, com a lista aberta, pelo menos o eleitor escolhe uma pessoa e essa pessoa, se bem votada, fatalmente se elege. Mas não vai haver mais esse direito. De agora em diante, com a lista fechada, o eleitor escolhe o partido com que se identifica e lhe entrega a escolha dos nomes que serão eleitos.
Só pode ser deboche. Que significa um partido político no Brasil, senão a conglomeração temporária de interesses que raramente são os da nação, mas de grupos, categorias ou indivíduos? Até os programas partidários não passam de florilégios de frases vagas e altissonantes, tais como o combate à desigualdade e a injustiça social, os projetos de inclusão, o desenvolvimento sustentável, a preservação do meio ambiente e outras generalidades, quem ouve um, ouve outro e, se o nome do partido fosse apagado, não haveria quem o distinguisse. Apareceu até um partido que se declara não ser de esquerda, nem de direita, nem de centro. Talvez seja o mais honesto deles todos, por mostrar que reconhece a realidade política brasileira. Aqui nenhum partido quer dizer nada mesmo e podiam usar todos a mesma sigla: PPPPP, Partido Pela Predação do Patrimônio Público, porque tudo o que seus membros aqui almejam é abocanhar a parte deles.
Agora vêm com essa novidade da lista fechada. Se já não nos é permitido dar palpite no uso do nosso dinheiro, daqui a pouco nos tirarão o direito de escolher nossos governantes. Ou seja, seremos mandados pelas organizações oligárquicas e caciquistas dos partidos. Seremos uma “democracia” governada por conluios e manobras escusas. Ou por 171, como queiram.
Postado por
Acabo de receber o e-mail colocado embaixo, apesar de falar sobre a carga de 2010, tbm é atual pois a carga de 2011, deixa para lá.
Cabe uma obs:
Os bons não vestem a carapuça.
Saúde e Paz
VOCÊ SABE A RAZÃO DA EXPRESSÃO “QUINTO DOS INFERNOS” ???
SAIBA A RAZÃO:
O “QUINTO DOS INFERNOS”:
Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”. Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
O “Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam … “O Quinto dos Infernos”. E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2010 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos…
Para que? Para sustentar a corrupção?? os mensaleiros?? o Senado com sua legião de “diretores”, a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 poderes (executivo/legislativo e judiciário).
Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!
Olá Carlos, se todo mundo coloca-se a cara para fora, ficaria mais fácil conseguir alguma coisa, não é, mas se Deus quizer ainda vamos comemorar, espero que seja nesse ano ainda, abraço.
Saúde e Paz
http://terratv.terra.com.br/videos/Noticias/Economia/Forum-Empresarial-2011/4835-361272/Economista-pede-reforma-que-simplifique-vida-de-contribuinte.htm